Imagine duas lojas na mesma rua. Uma tem vitrine iluminada e porta sempre aberta. A outra vive com a luz piscando e às vezes amanhece com a porta emperrada. Adivinha onde o cliente entra?
Na internet acontece a mesma coisa, só que mais rápido. O cliente não espera: se o seu site demora ou sai do ar, ele volta ao Google e clica no concorrente. E muitas vezes esse concorrente é uma empresa grande, com uma equipe inteira cuidando só disso.
O assunto apareceu com força numa conferência da advocacia no Pará. Lá, Sarmento defendeu que os advogados precisam de uma 'paridade mínima de armas' em tecnologia. Traduzindo: o escritório pequeno do interior não pode ficar tão para trás dos grandes escritórios que o jogo já comece perdido. A conversa era sobre advocacia, mas vale para qualquer negócio. Padaria, clínica, contabilidade, indústria ou loja virtual: todo mundo hoje disputa cliente numa arena digital, e os grandes chegam lá bem equipados.
E o que seriam essas 'armas' no caso do site da sua empresa? A principal é a hospedagem. Pense nela como o terreno onde a sua loja virtual foi construída. Se o terreno é ruim, pouco importa se a fachada é linda: a casa trinca, alaga e fecha para reforma quando você menos espera. Uma boa hospedagem garante três coisas. Primeiro, o site no ar o tempo todo, a tal da disponibilidade, que é como uma loja que nunca baixa a porta. Segundo, velocidade: a página abre na hora, sem o cliente ficar olhando uma tela branca. Terceiro, aguentar o movimento: quando chega uma campanha, uma data especial ou uma matéria sobre a sua empresa, o site recebe todo mundo sem travar, como um restaurante que consegue abrir mais mesas quando lota.
A boa notícia é que essa estrutura deixou de ser coisa só de empresa grande. Antigamente, ter servidor próprio (o computador potente que guarda e entrega o seu site) custava uma fortuna e exigia técnico de plantão. Hoje dá para alugar uma estrutura profissional sob medida e pagar pelo tamanho da sua operação. É exatamente essa 'paridade mínima' que o debate na OAB defendia: não é preciso ter o mesmo orçamento do gigante, é preciso ter uma base firme o bastante para brigar no mesmo campo.
O que isso significa para sua empresa
Site fora do ar é vitrine apagada em horário comercial. Cada hora parada pode significar pedido que não entra, orçamento que não chega e cliente que conhece o concorrente e não volta mais.
Site lento também custa caro, só que em silêncio. Muita gente desiste quando a página demora alguns segundos para abrir, e o Google costuma dar menos destaque a sites lentos. Ou seja: você paga para atrair visitantes e perde parte deles na porta.
Tem ainda a reputação. Para quem não te conhece, o site é o primeiro aperto de mão. Página quebrada ou que não carrega passa a impressão de empresa desorganizada, mesmo que o seu atendimento seja excelente.
E tem o dia de pico. Justo quando a sua divulgação dá certo e mais gente aparece, uma estrutura fraca cai. É o pior momento para ficar de portas fechadas.
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